Extração Dentária na Vida Adulta: Quando Preservar e Quando Substituir?
- Dra. Wellvytha Freitas

- 18 de dez. de 2025
- 2 min de leitura

Entenda quando a extração dentária é necessária, os riscos de dentes quebrados e a possibilidade de realizar implantes no mesmo dia com segurança.
A ideia de extrair um dente na vida adulta costuma gerar ansiedade. No entanto, na
odontologia moderna, a extração não é um fim, mas muitas vezes o início de uma reabilitação que devolve a saúde e a autoestima ao paciente. Entender os critérios técnicos e os riscos envolvidos é fundamental para tomar uma decisão segura.
1. Quando a extração é realmente necessária?
O objetivo primordial de qualquer cirurgião-dentista é a preservação dos dentes naturais. Contudo, existem situações em que a permanência do dente compromete a saúde bucal e sistêmica. As principais indicações incluem:
Destruição coronária extensa: Quando cáries ou fraturas atingem a raiz de forma que não há estrutura para suporte de uma coroa ou bloco.
Doença periodontal avançada: Casos em que a perda óssea é severa e o dente não possui mais suporte para as funções mastigatórias.
Dentes inclusos ou impactados: Como os sisos, que podem causar dor, reabsorção das raízes vizinhas ou cistos.
Focos de infecção (abcessos): Quando o tratamento de canal não é mais viável e a infecção coloca em risco o osso adjacente.
2. Mobilidade dentária: ter o "dente mole" é sinal de perda?
Este é um dos pontos onde o diagnóstico profissional é vital. Nem todo dente com mobilidade precisa ser extraído. Muitas vezes, a mobilidade é causada por um trauma oclusal (mordida desequilibrada) ou uma inflamação gengival reversível. Com o tratamento periodontal adequado, ajustes na mordida ou contenções, o dente pode se estabilizar. A extração só é indicada quando a mobilidade está associada a uma perda óssea irreversível e total.
3. O perigo das extrações caseiras e dentes quebrados
A tentativa de extrair um dente em casa ou negligenciar um dente quebrado é um erro grave que pode ter consequências sistêmicas:
Risco de Septicemia: A boca é rica em bactérias. Uma extração sem assepsia profissional pode fazer com que bactérias entrem na corrente sanguínea, podendo causar infecções graves em outros órgãos, incluindo o coração (endocardite bacteriana).
Lesões em Tecidos Moles: Dentes quebrados ou trincados possuem bordas cortantes. O atrito constante dessas quinas com a língua e bochechas gera feridas que podem inflamar, causar infecções fúngicas ou até predispor a lesões pré-cancerígenas se o estímulo for crônico.
Fragmentos Remanescentes: Em casa, é comum o dente quebrar e a raiz ficar "enterrada". Isso gera dor intensa e focos de pus que podem destruir o osso ao redor.
4. Inovação: implante no mesmo dia (carga imediata)
Hoje, a odontologia permite que, em casos selecionados, o paciente realize a extração e a instalação do implante na mesma sessão.
Essa técnica de implante imediato oferece benefícios como:
Preservação da estética gengival.
Menor número de intervenções cirúrgicas.
Manutenção da função e da autoestima, evitando que o paciente saia da clínica com um "espaço vazio".
Nota: A viabilidade depende da saúde óssea e da ausência de infecções agudas no local.
Conclusão
A saúde bucal é indissociável da saúde do corpo. Se você sente desconforto, mobilidade ou possui dentes quebrados, a avaliação profissional é urgente. O foco sempre será salvar o seu dente, mas, se a extração for o melhor caminho, as tecnologias atuais garantem um procedimento indolor e uma substituição perfeita.



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